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domingo, 30 de agosto de 2009

"Até os 23 anos você precisa ter maturidade..."

"... e pra que isso aconteça, até lá você tem que passar por diversas experiências na sua vida, até que chegue aos 23 com a maturidade necessária do ser humano."




Com um sorrisão de orelha a orelha no rosto, porque é assim que a vida anda, é assim que eu gosto de viver =D

Toda a boa sorte do mundo, pra todo o mundo!!
=D

Não me apareça aqui com sua bagagem de infelicidade, porque a ordem é ser feliz!



Sou minha, só minha e não de quem quiserrrr



sábado, 22 de agosto de 2009

Sobre almas e dialetos.

Minha alma muda de casa e o faz sem a menor consideração com meu corpo, que a abriga com tanto carinho e devoção. Queria ele ser dono de mim. Nesse momento já não sei onde habito. Percorro as dimensões que bem conheço, mas das quais pouco me recordo.

Habito agora um lugar muito claro, nele ouço vozes e regresso, ou avanço as vidas que ja vivi, não sei bem definir meu tempo.
Sou, talvez, uma grande contraposição de opostos, opostos que gostam de se definir sem achar a definição coerente. Pausas.
Pausas para me reler.
Pausas para me reler mentalmente.
Ja neste momento sinto a leveza de ser quem sou. De me conhecer tão bem e ao mesmo tempo, desconhecer as máscaras dentro das quais insisto em me esconder. Me descubro por me narrando em primeira pessoa. Sou o foco de minha narrativa. No que penso? já não sei, leitor.
Aliás, perdoe-me, aindas estás comigo?
Me perdoa a falta de educação, apresento-me: Sou o inexplicável.
"O inexplicável? Ora, que definição completa."
Perdoe-me de novo. Se eu soubesse quem sou, cá não estaria a me narrar habitando lugares vastos que, senão, meu corpo.
Sim, estou de volta, dentro de mim.
E já não me conheço. Moro num lugar ao qual não me apego muito. Ou melhor, reitero-me, sou completamente apaixonada por mim, mas não sou narcisa. O reflexo na água me mostra um ser fabuloso, chego a me sentir febril. Um ser que pratica a mutação com a maior simplicidade, que não precisa mudar sua natureza, apenas a alma de casa. Casas essas, as quais não ficam exatamente muito longe de sua casa habitual. De minha casa habitual.
Sou um misto de confusão com definições padrões. Sou como que um texto no qual só sei o significado das vírgulas. Mas estou acompanhada de um dicionário.
Ser ou não ser não é o meu problema. Em suma, me aflijo por não saber se sei ser o que não sei se sou. Sou e não sou, sem saber se sou quem é e não é.
Iludo-me a alimentar a fantasia dentro de mim, achando que viajo por reinos de fantasia, nos quais me vejo de longe e me analiso. Na verdade sei que sempre estive aqui.
Aqui, eu defino como o meu reino de fantasia. Meu mundo com máscaras, auto-suficiente, auto-destrutivo.
Minha verdade: não sei quem sou, nem pelo que vivo, sei que existo e que cá habito.
O amor me invade, a alegria não se contém em mim.
A tristeza se aloja e a liberdade me chama.
As estrelas e o céu são meus vizinhos, a noite é minha melhor amiga.
O dia? Meu analista.
Nunca foi tão difícil falar de mim, me ver como o centro de uma narrativa feita em primeira pessoa, buscando a definição do não definir. Meu signo regente é conhecido pela mutação, meu signo ascendente é conhecido pela inconstância. Logo, que posso ser eu?
Tenho o amor dentro de mim, tenho o carinho guardado em grandes quantidades. Não tenho a centralidade que busco pra me livrar de ambos. Guardo pra mim. Já não sei se faço o certo.
Nem mesmo sei mais o que é certo, uma vez que não acredito no certo e no errado.
Acredito que me foi dito o que deveriam ser, mas não acredito que seja correto o que me dizem ser correto. Não sei se quem definiu o correto era correto, nem ao menos sei como definir algo que nunca foi definido. O que é definido é limitado. O que é limitado desconhece a liberdade. Sem liberdade não existiria o certo e o errado, porque ai não existiriam os limites.
Sem liberdade não existiria o limite, mas sem limites, desconheceríamos também a liberdade.
E assim sou eu, me definindo como sem definição. Um ser que começa pelo fim, e que termina onde começa.
Que se alimenta de fantasias e sonhos de amor, que ama viver dentro dos limites da liberdade.
Que fala de si em primeira pessoa, que fala de si como um observador onisciente e onipresente.
Não estou aqui falando de mim. Estou falando da personagem que criei.
Que falou em primeira pessoa de si mesma, sabendo que na verdade falava do que refletia no espelho da alma.
Eu me conheço, a imagem no espelho não me deixa dúvidas.

Aqui, assino meu nome, sem as abreviações que outrora assinei.
Meu nome é Thais.

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Luzes


Eu vejo o anoitecer

E as luzes que se acendem


Vejo a luz da lua

E o brilho das estrelas

Pergunto, onde está o meu?


Luzes em todo lugar

Luz aonde quer que eu vá

Luzes ofuscam meu olhar

Luzes me fazem querer sonhar


Quem ira me iluminar?


Ilusão nos faz gostar

Seu brilho me faz amar

Apague as luzes

E apenas me deixa entrar



*Poeminha que o Theus fez pensando em mim. Pra guardar hehe.
Theus: http://paranioasdotheus.blogspot.com

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Mojeres: o bicho que te assusta.

Imagens de mulheres semi-nuas na parede. Recortes de revistas com a moda atual. Passarelas, desenhos geométricos. Formatos esculpidos em corpos humanos. Beleza. Glamour. Luxo.

Manequins de modelagem. Croquis. Óculos de sol, óculos de grau. Cigarreiras. Propagandas. Bolsas. Vestidos. Sapatos. As mulheres mais lindas do mundo, servindo de modelo. Esmaltes, pinças, cera de depilação. Colares,. Brincos. Tiaras (sim, tiaras). Lenços. Cola, tesoura e uma moldura. A moldura pode ser simples, o conteúdo tem que fazer valer a idéia.
Nada mais inútil.
Nada mais bonito.
Nada mais prazeroso.

Nada vale mais que um sorriso, pra saudar a vida, como ela é!

Sinta, absoluto, o dom de existir ;]

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

A neve caia, você segurava minhas mãos.

Enquanto a lua desejava crescer, você desejava me beijar.
E meus lábios eram seus.
Eu sentia o desejo ardendo dentro de mim. E dentro de você.

Enquanto a primavera batia na porta
e as primeiras flores brotavam,
meu coração clamava pelo par.
É um segredo que divido com você, mesmo sabendo que você não tem consciência de conhecê-lo.
Minhas mãos estão pendidas.
A neve não cai mais.
As flores alegremente cedendo pólen.
E eu alegremente cedendo meu coração...

domingo, 2 de agosto de 2009

Banho de água fria.

Se sabedoria a gente adquirisse a cada nova pessoa que passa por nossa vida e nos dá de presente mais uma grande dúvida sobre a humanidade, estaríamos ricos, ricos de frases de efeito, criadas excepcionalmente pra despertar memória em quem lê e já passou pela mesma coisa que nós, ao criar a tal frase de efeito. Não vou me influenciar dessa vez.

Pessoas são como um banho de água fria. Não esperem que eu defina um motivo por elas serem, elas são e não tem motivo pra serem. E é bem por ai mesmo. Mas por que um banho de água fria, dentre tantos outros exemplos que eu poderia dar? Porque água fria tem duas utilidades: Ou ela serve pra você, ou não serve. Depende de como está o clima no dia. Se tiver quente, bem quente, você vai amar o banho de água fria, mas se não tiver muito quente, você vai odiá-lo. E assim são as pessoas. As vezes, o clima e o tempo não dependem de você, as vezes o clima e o tempo estão perfeitos, daquele jeito que a gente mais gosta de estar com a pessoa, e simplesmente, falta alguma coisa pra você, simplesmente porque você está ao lado de uma ducha de água fria, e sabe que aquilo só é bom pra você em dias quentes.
Em dias não tão quentes, você quer um cobertor de orelha, você quer carinho, quer ser mimada. Quer que alguém te dê colo, que te faça cafuné, que diga pra você o quanto aquele momento é especial pra ela. Ninguém quer viver só em dias quentes, faz mal, resseca. Queima... e você pode ter hipotermia se ficar tomando banhos gelados todos os dias.
Pessoas deveriam ter ajuste térmico, igual aqueles de chuveiro. Porque só o clima não ajuda. Reiterando o já dito acima, banhos frios só são bons em dias quentes. Mas nem todos os dias são quentes, e ninguém quer ter um banho frio num dia em que não quer um banho frio, leia-se, consideráveis vezes.
Th.

domingo, 28 de junho de 2009

Jornalistas por formação!

"STF decide que diploma de jornalismo não é obrigatório para exercício da profissão."

Hein?
Eu aqui na luta pra me decidir que caminho tomar na vida, convicta de que deveria me formar em jornalismo e agora mais essa pra pesar na balancinha.
Colunistas de jornais, a partir de agora (de agora? Rá!), não precisam mais ser formados. Basta a pessoa ser criativa, ter intimidade com as palavras e saber repassar suas idéias de uma maneira competente. Você lê colunas de pessoas todos os dias e não sabe que não são formados em jornalismo. Quer ver? Luís Fernando Veríssimo não é formado em Jornalismo. Arnaldo Jabor não é formado em Jornalismo. Marcelo Rubens Paiva não é formado em Jornalismo. CRISTIAN PIOR NÃO É FORMADO EM JORNALISMO. Chego à seguinte conclusão...
Pra ser um jornalista bem sucedido, você tem que, antes de qualquer coisa, ter contatos.
Olhando pelas diversas vertentes de tudo isso dai, analizando todas as versões e possibilidades, sempre voltaremos ao ponto de início. Ou você tem contatos ou não tem.
Não basta escrever excepcionalmente bem se você não souber de alguém influente que possa ler seus trabalhos.
Não basta ter um diploma nas mãos, muitas vezes você vai perder oportunidades de emprego pra quem, simplesmente, é mais popular do que você.
Deveras, eu tô querendo me enfiar num buraquinho. Mas, se eu der o meu melhor, quem sabe...
No Brasil, há em torno de 240 faculdades de jornalismo que formam, por ano, aproximadamente 4000 profissionais, não há emprego pra todo mundo, mas não falta emprego pros melhores.

Th




sexta-feira, 26 de junho de 2009

Bifurcação unidimensional de bipolaridade.

"O dever de todo revolucionário é fazer revolução."
Pra fazer revolução a gente precisa mais do que uma frase de efeito.

Tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu, a gente estancou de repente ou foi o mundo, então, que cresceu?
A gente quer ter voz ativa, no nosso destino mandar, mas eis que chega a roda-viva e carrega o destino pra lá.
A gente vai contra a corrente, até não poder resistir, na volta do barco é que sente o quanto deixou de cumprir. Faz tempo que a gente cultiva a mais linda roseira que há, mas eis que chega a roda-viva e carrega a roseira pra lá.

Não posso fazer serenata, a roda de samba acabou.

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, que companhia nem sempre significa segurança, e começa a aprender que beijos não são contratos, e que presentes não são promessas. Começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança; aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.
Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo, e aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... Aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai ferí-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais, e descobre que se leva anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida; aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias, e o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida, e que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que eles mudam; percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas; pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar-se com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde se está indo, mas se você não sabe para onde está indo qualquer lugar serve. Aprende que ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados. Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática.
Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se; aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou; aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha; aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens; poucas coisas são tão humilhantes... e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando se está com raiva se tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.
Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame não significa que esse alguém não o ama com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém; algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo.
Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.
Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.
Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma ao invés de esperar que alguém lhe traga flores, e você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais.
Descobre que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!
Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, se não fosse o medo de tentar.


William Shakespeare

sábado, 2 de maio de 2009

Across the Universe.

Início datado. Felicidade nada paga. Tem fases na vida da gente que parece que nada dá certo, que todo mundo tá contra você e que nem nossos melhores amigos estão disponíveis. Geralmente é nessa fase que o cara que você gosta fica com outra na sua frente, e então, você tem duas opções:

1- Engole o choro e vai viver sua vidaindependentemente.
2- Chora, chora e também chora. Corre atrás do cara e paga de babaca.
Eu optei pela escolha N°1.
Então por que eu estou escrevendo sobre isso né?
Porque era preciso registrar essa mudança tão visível dentro de mim.
Meu universo tá diferenciado, tá contrastando com coisas muito boas e eu tô bem, tô bem ao ponto de sair por aí com meus inimigos e dizer o quanto eles são importantes na minha vida.
Por sorte, depois de ter optado por isso, a gente começa a trabalhar as energias, trata de esquecer das coisas que machucam de uma vez por todas e começa a prestar mais atenção no universo pelo qual somos cercados. Tem coisas muito legais que a gente acaba descobrindo, que na verdade, sempre estiveram ali e a gente não percebeu.
Se inicia então, o período denominado felicidade...
Tudo começa a dar certo, e se falha a gente tem perseverança pra prosseguir.
Por exemplo, no meu caso: passo 12 horas fora de casa por dia estudando, fiz novas amizades sem dúvida muito fodas, conheci pessoas que eu não imaginava que existissem em Taubaté, me interessei por outras, tenho estudado além do comum, venho aprendendo coisas novas e interessantes todos os dias, tenho me aborrecido com facilidade e estou pouco ligando pra isso, tenho dado as melhores risadas que ja dei, tenho voltado roxa pra casa com facilidade, jogado bilhar, bebido cerveja, feito hilárias caminhadas noturnas, lido bons livros e jornais, cozinhado mais e melhor, enfim, tem uma porção de coisas boas acontecendo comigo todos os dias e eu tenho visto todas elas com olhos de primeira vez. Tenho deixado as pessoas se aproximarem mais de mim, me conhecerem melhor e também tenho me empenhado em sanar alguns defeitos idiotas em mim. Tenho me tornado uma pessoa melhor a cada dia e tenho me divertido com isso.
Viver a vida, no sentido literal da coisa, é de fato, o conselho mais funcional que alguém já me deu, e que alguém já te deu.

Ampliei meus horizontes, ampliei minha rede social e não sinto mais falta daquele cárcere onde eu estive vivendo no ano que passou. A cada dia que passa eu gosto mais e mais da minha vida. A cada dia que passa eu me aproximo mais da realização dos meus sonhos =)

sábado, 7 de março de 2009

A primeira postagem.

Eu queria fazer da primeira postagem desse blog uma coisa diferente do que já foram todas as outras postagens dos outros blogs. Meu nome é Thais, mas eu gosto que me chamem por TH. Eu sabia que no momento em que eu me sentasse aqui pra digitar qualquer coisa, eu iria travar. O intuito de (mais um) blog é poder desabafar coisas que têm me atormentado há muito tempo.
Hoje, por exemplo, acordei e fui fazer a Marinete (it means: fazer faxina na casa da mamãe). Enquanto eu tava passando pano no quarto, não me saia da mente aquela dúvida fdp do quê eu vou fazer ao final desse ano. Eu tô com uma puta vontade de viajar, não me aguento mais. Desde sempre eu soube que eu tinha alguma coisa estranha, nunca gostei de ficar em casa, sempre fui mais noite do que dia, sempre gostei das buzinas dos carros, daquele cheiro de gasolina queimada e CO2. Sempre gostei do vento batendo na minha cara, daquela sensação de liberdade (liberdade, puff...), de poder ir muito longe, mesmo que só em mente... sempre tive uma facilidade incrível de desviar do assunto principal enquanto estou escrevendo... Eis que surge aquela famosa dúvida 'o quê fazer depois de terminar o colégio?' a idiota aqui tá se matando, tô surtando, na boa. Tranquei meu técnico de ADM semana passada, não aguentava mais aquelas chatices, definitivamente peguei um asco muito grande por qualquer coisa relacionada com empresas/adm/contabilidade/odiaboa4. Pensei em fazer geografia, mas não quero ser aquelas velhas chatas e nerds e barrigudas que só sabem falar da profissão e dar aulas. Eu não nasci pra esses baratos. A começar pelo quanto eu me esforço por algo que não me faça a cabeça por completo: nada. Não sou esforçada nem pra conhecer músicas novas, me acomodo muito a coisas antigas, com as quais já estou acostumada e definitivamente, não quero me acostumar a passar minha vida toda pesquisando esses baratos. O que pega é que eu sempre quis fazer moda, o universo que sempre me fez a cabeça desde que comecei a pensar na vida foi esse. Moda/música. Eu sempre quis morar em São Paulo e continuo querendo isso. Sabe o que é tu assinar uma revista só pra olhar as fotos todos os meses? Recortar as roupas e aas tendências do mês e guardar num arquivo? Eu quero viajar, quero viver disso, quero mais esses valores. Quero viver cercada de gente moderna, de gente inteligente, de gente com bom gosto. Quero não ter limites, não os convencionais.
Então ao fim desse ano, como vai ser? A Thais vai passar todos os seus sábados das 7 da manhã até as 6 da tarde estudando num cursinho o ano de 2009 todo e vai prestar quais vestibulares? É por isso que eu surto. Quero sair daqui, não quero ver os mesmo rostos todos os dias, não quero conhecer sempre pessoas do mesmo ciclo social. Não quero conhecer novas pessoas que sempre vão acabar conhecendo pessoas que estudaram comigo no ensino fundamental. O universo no qual eu vivo é bem maior do que isso. Quanto mais eu sei que não sei nada sobre esse universo, mais eu desejo essa vida.
É Th. É. Aluguei Allex&Emma ontem e Requiem For a Dream. Dois filmes que eu namoro ha muito tempo na prateleira da locadora.